ALEK WEK - Otimismo em tempos de crise


Alek Wek em 'quatro' capas da Elle maio.

Alek Wek e o otimismo brilham na edição especial de 28 anos de ELLE. Modelo sudanesa esbanja alegria na edição de aniversário, fala das dificuldades que enfrentou no início da carreira e como seu sorriso conquistou o mundo.

Na década de 1990, Alek quebrou barreiras e se transformou em uma porta-voz da mudança. Asilada em Londres e mesmo com tantas dificuldades, ela nunca deixou a tristeza se aproximar e foi a primeira modelo de origem africana a aparecer na capa da ELLE francesa, em 1997. Mas Alek Wek queria ir além das passarelas e virar os holofotes para outros assuntos.

“Eu olhava para a mídia ocidental e pensava: roupas e sapatos são ótimos, mas vamos focar em assuntos importantes! (...) Daí a decisão de usar a minha projeção na moda para jogar luz sobre os milhares de refugiados que não tiveram a mesma sorte que eu e minha família. Jamais esqueci que fui e serei para sempre uma deles. Uma refugiada. E é preciso fazer algo a respeito”


Conta a modelo, que hoje é parceira dedicada da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), onde participa de programas de educação, direito das mulheres e acesso à água, entre muitos. Na edição de maio da ELLE, que convoca suas leitoras a uma reflexão e propõe uma mudança de atitude, convidando-as a espalharem o sentimento de otimismo com a hashtag #serfelizELLEgal, Alek Wek aparece com o seu melhor acessório - e que nunca sai de moda - o sorriso.

“Ah, sim! Esse sorrisão (ela abre um enorme) é culpa de meus pais, dinkas do Sudão do Sul. (mais risos) No início, as pessoas me diziam: você é exótica demais, ri muito, nunca vi ninguém com um tom de pele tão escuro. Minha reação era escancarar ainda mais o sorriso e dizer: acho que você deveria viajar mais para descobrir mais tons nesse planeta, inclusive mais escuros do que os meus. Tom, aliás, que me faz única, ser quem eu sou.”

Durante o ensaio para a revista, a modelo contou que é apaixonada pelo Brasil e que se identifica muito com o nosso país.

“Na Bahia, parecia que estava em casa. O céu azul, a culinária. No Rio, comprei um biquíni com estampa rasta que amo de paixão. Não vejo a hora de voltar.”

E elogiou a garra e força de vontade dos brasileiros.

“Parece estar em vocês a atitude de, “mesmo quando as coisas estão puxadas, levanta-se a cabeça e se segue em frente”. Eu me identifiquei de imediato.”

Posts Em Destaque
Posts em breve
Fique ligado...
Posts Recentes